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Diretor do FMI é indicado para a Presidência alemã

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Köhler, foi indicado pela oposição de centro-direita da Alemanha como próximo presidente do país.

"Estou convencido de que o próximo presidente se chamará Köhler", disse Wolfgang Gerhardt, do partido liberal FDP.

O liberais do FDP e os democratas-cristãos da CDU, principais partidos conservadores, têm a maioria na assembléia especial que escolherá o presidente no dia 23 de maio.

O presidente atual, o social-democrata Johannes Rau, está se afastando depois de cinco anos no posto, que tem caráter amplamente simbólico.

Não houve confirmação imediata de que Köhler tenha aceitado a indicação.

O chanceler Gerhard Schröder, entretanto, anunciou que a sua coligação governamental de sociais-democratas e verdes estava nomeando a cientista Gesine Schwan para o cargo, que se tornaria a primeira mulher presidente da Alemanha se fosse eleita.

A proposta do nome de Köhler surgiu depois de semanas de negociações entre os partidos da oposição, e crescente críticas à sua incapacidade para escolher um candidato.

Vetado

Na segunda-feira, a primeira escolha da CDU para presidente, o político veterano Wolfgang Schäuble, foi vetado pelo FDP.

Eles concordaram em fechar com o diretor do FMI depois de negociações durante a noite.

Köhler, de 61 anos, trabalhou durante mais de uma década no ministério alemão das Finanças sob o ex-chanceler conservador Helmut Kohl.

Ele ajudou a elaborar a estrutura legal da moeda única europeia, o euro.

Ele também desempenhou um papel-chave durante as negociações para a reunificação alemã, em 1990.

Köhler era chefe do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (o Banco Mundial da Europa) quando foi nomeado diretor-gerente do FMI em 2000, depois de uma disputa amarga.