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Questionamento de assinaturas leva a protestos na Venezuela

Houve protestos em várias cidades da Venezuela contra o anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de que a oposição ainda não conseguiu reunir o número de assinaturas necessário para convocar um referendo sobre o governo do presidente Hugo Chávez.

Pelo menos um manifestante morreu em confrontos com as forças de segurança do governo na capital do país, Caracas.

Nas cidades de Valencia, Barquisimeto e Maracaibo, os rebeldes teriam improvisado barricadas com pneus em chamas e o Exército teria usado bombas incendiárias e gás lacrimogêneo, segundo relatos de testemunhas.

O governo pediu para os prefeitos oposicionistas que contenham os protestos, insinuando que eles estariam estimulando as manifestações.

"É impressionante ver como os prefeitos estão permitindo a destruição de suas próprias municipalidades", afirmou o vice-ministro de segurança, Carlos Valter Bettid.

Assinaturas em xeque

O CNE informou nesta quarta-feira que mais de um milhão de assinaturas que foram apresentadas pela oposição terão ainda que ser validadas, por causa de dúvidas a respeito de sua autenticidade.

De acordo com o órgão, foram reconhecidas cerca de 1,8 milhão de assinaturas que endossaram o pedido da oposição por um referendo sobre o governo Chávez. Pela lei venezuelana, são necessárias pelo menos 2,4 milhões para forçar a realização do referendo, que poderia levar o presidente a ser afastado do poder.

Em princípio, esse número ainda pode ser atingido – o CNE disse que vai divulgar as assinaturas em questão e montar postos para que as pessoas às quais supostamente elas pertencem possam confirmar a sua autenticidade.

Mas a oposição alega que a necessidade de confirmação das assinaturas não estava prevista nas regras iniciais para o referendo.

O anúncio do número total de assinaturas recolhidas e a definição final sobre a realização ou não do referendo devem ser anunciados nas próximas semanas.