A Organização dos Estados Americanos criticou as autoridades eleitorais da Venezuela pela forma como estão verificando as assinaturas para um referendo sobre o governo do presidente Hugo Chávez.
O chefe da missão da OEA em Caracas, Fernando Jaramillo, disse à BBC que não podia concordar com o fato de o conselho eleitoral ter publicado apenas alguns dos resultados.
A oposição rejeitou o anúncio do conselho, na terça-feira, segundo o qual até agora não havia assinaturas suficientes para a realização de um referendo.
De acordo com o órgão, foram reconhecidas cerca de 1,8 milhão de assinaturas.
Um morto
A oposição precisa de 2,4 milhões de assinaturas para forçar a votação e ainda poderá atingir esta cifra.
Pelo menos um manifestante foi morto quarta-feira em confrontos entre simpatizantes da oposição e as forças de segurança em Caracas.
Nas cidades de Valencia, Barquisimeto e Maracaibo, os rebeldes teriam improvisado barricadas com pneus em chamas, e o Exército teria usado coquetéis Molotov e gás lacrimogêneo, segundo relatos de testemunhas.
O governo pediu aos prefeitos oposicionistas que contenham os protestos, insinuando que estariam estimulando as manifestações.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) informou nesta quarta-feira que mais de 1 milhão de assinaturas que foram apresentadas pela oposição terão ainda que ser validades, por causa de dúvidas a respeito de sua autenticidade.
Mas a oposição alega que a necessidade de confirmação das assinaturas não estava prevista nas regras iniciais para o referendo.
O anúncio do número total de assinaturas recolhidas e a definição final sobre a realização ou não do referendo devem ser anunciados nas próximas semanas.