O governo americano disse serem "absurdas" as acusações feitas pelo ex-presidente do Haiti Jean-Bertrand Aristide de que os Estados Unidos forçaram-no a sair do Haiti.
O ex-presidente, que deixou a capital haitiana, Porto Príncipe, no domingo, disse ter sido vítima de um golpe de Estado.
Segundo o secretário de Estado americano, Colin Powell, Aristide partiu para o exílio "por livre vontade, e esta é a verdade".
Mas Powell teria informado Aristide de que os Estados Unidos não o protegeriam se as forças rebeldes capturassem a capital do país. A mensagem ao ex-presidente teria sido dada por Ronald Dellums, um ex-congressista americano.
Em entrevista à rede CNN, Aristide disse que estava no palácio presidencial quando "agentes americanos" chegaram para levá-lo ao aeroporto.
De acordo com o ex-presidente, ele e sua família passaram 20 horas no avião sem que soubessem para onde estavam sendo levados e sem poder contatar amigos e familiares.
O secretário Colin Powell diz que as acusações do ex-presidente são "absoultamente absurdas e sem base".
A ONU disse ter ficado satisfeita com a maneira com que Aristide se retirou do poder.
O Departamento de Estado americano está trabalhando na criação de um conselho de notáveis que contará com a participação do sucessor interino de Aristide, Boniface Alexandre, presidente da Suprema Corte haitiana.
Aristide está na República Centro-Africana juntamente com sua mulher e filhos após ter deixado o Haiti em um avião americano um dia após os rebeldes terem entrado na capital.