Os rebeldes no Haiti disseram que vão cercar a capital, Porto Príncipe, até forçar o presidente Jean Bertrand Aristide a renunciar.
Um dos líderes rebeldes, Guy Philippe, disse que eles vão isolar a cidade e criar uma sensação de desespero na população.
Há cada vez mais saques na área portuária da capital. Os suprimentos de comida e combustível estão acabando.
Cerca de 500 haitianos tentaram escapar do país, mas foram repatriados pela guarda costeira dos Estados Unidos na quinta-feira.
Apelo
O governo americano divulgou um apelo para que Aristide atue para acabar com a violência no país.
Em uma mensagem divulgada pela embaixada em Porto Príncipe, o governo dos Estados Unidos manifestou sua preocupação com as informações de que grupos armados pró-governo estão realizando saques, queimando barricadas e matando pessoas na capital haitiana.
A mesma mensagem pede que rebeldes armados que estão tomando cidades no interior do país paralisem sua marcha rumo à capital.
De acordo com o correspondente da BBC em Porto Príncipe Stephen Gibbs, o apelo dos Estados Unidos é um sinal claro de que as autoridades em Washington estão perdendo a paciência com o presidente Aristide.
Gibbs disse que, na mensagem, o governo americano parece sugerir que o presidente tem culpa no caos que tomou o país, e diz que ele deve emitir as instruções necessárias para que esse caos chegue ao fim.
A nota também diz que o presidente deve fazer algo em nome de sua honra e reputação e tendo em conta seu legado na história do Haiti.
Na quarta-feira, o presidente George W. Bush disse que dera ordens à Guarda Costeira para repatriar os haitianos que fossem encontrados fugindo para os Estados Unidos.
Ativistas dos direitos humanos criticaram a decisão de mandar de volta para o Haiti os refugiados, argumentando que eles deveriam ter direito a proteção até que a segurança no país pudesse ser garantida.
Paralelamente, a agência de refugiados da ONU pediu aos países vizinhos ao Haiti que recebam os refugiados.