A reunião com representantes de seis países para resolver a crise nuclear envolvendo a Coréia do Norte em Pequim, China, foi prolongada por mais um dia, segundo autoridades.
O prolongamento foi anunciado um dia depois do governo norte-coreano ter apresentado a proposta de paralisar suas atividades nucleares em troca de ''medidas correspondentes'' a serem tomadas pelos Estados Unidos.
A Coréia do Norte exigiu que os Estados Unidos desistam de sua ''política hostil'' e forneçam garantias de segurança.
O secretário de Estado Colin Powell afirmou ao Comitê de Orçamento do Senado americano que ''há uma atitude promissora emergindo daquelas reuniões e espero que possamos caminhar na direção certa''.
Incertezas
Ainda não foi esclarecido se a proposta da Coréia do Norte inclui seu suposto programa de enriquecimento de urânio ou apenas o programa relativo a plutônio, que o governo já admitiu a existência.
Analistas temem que a proposta seja inócua caso não se refira aos dois programas.
Mas o correspondente da BBC em Pequim, Charles Scanlon, afirmou que houve um esforço mais concentrado dos Estados Unidos e da Córeia do Norte nesta rodada de reuniões.
E, enquanto o governo da China, sede da reunião, quer progressos mais concretos, segundo Scanlon, as incertezas permanecem.
Os Estados Unidos rejeitaram a proposta da Coréia do Norte de paralisar seu programa de plutônio, e a Coréia do Norte sempre negou a existência de um programa de enriquecimento de urânio.
Uma autoridade norte-coreana afirmou que se as negociações falhassem, os Estados Unidos seriam os responsáveis.
Oferta
Coréia do Sul, China e Rússia ofereceram fornecimento de energia para a Coréia do Norte em troca da paralisação – seguida do cancelamento – do programa nuclear norte-coreano.
''As várias partes envolvidas na reunião receberam bem a proposta da Coréia do Norte para a paralisação compreensiva de suas atividades nucleares'', afirmou o porta-voz do ministro do Exterior chinês, Liu Jianchao.
Segundo Jianchao, a proposta ainda estava sendo discutida.
Os problemas econômicos da Coréia do Norte levaram a uma severa falta de energia no país, situação que piorou depois que um grupo de países, liderados pelos Estados Unidos, decidiram suspender o envio de combustível para ajudar o país.
Um acordo semelhante foi fechado entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte em 1994, mas o acordo foi cancelado depois que o governo americanos declarou em 2002 que o governo norte-coreano tinha admitido possuir um programa secreto para enriquecimento de urânio.