O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em Caracas que "a economia já mostrou sinais de recuperação, com crescimento de 1,5% no último trimestre."
"Neste, certamente vamos crescer mais", acrescentou.
As afirmações foram feitas por meio de um comunicado distribuído pela assessoria de imprensa da Presidência e foram motivadas pela divulgação da queda do PIB em 2003.
Nesta sexta-feira, o IBGE divulgou que a informação de que a economia brasileira teve uma retração de 0,2% no primeiro ano do governo Lula.
Chávez
Foi o pior resultado desde 1992, quando o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,52%.
Lula está na Venezuela onde participa de uma reunião do G-15, grupo de países em desenvolvimento.
De manhã, o presidente se reuniu com o presidente argetino, Néstor Kirchner, e com Hugo Chávez, no Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano.
Chávez qualificou a reunião de "histórica" e disse que foram discutidos a integração da América do Sul, temas energéticos, políticos e geopolíticos.
O presidente Lula saiu sem falar com a imprensa.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que o objetivo da reunião era "articular a economia de três países muito importantes na região."
Volta antecipada
Garcia disse que o interesse da Venezuela entrar no Mercosul também foi tema da conversa.
O presidente Lula antecipou sua volta inicialmente marcada para sábado e deixa Caracas às 19h (18h, horário de Brasília).
O presidente irá direto para Brasília e não mais para São Paulo, como havia sido divulgado na manhã desta sexta-feira por membros da comitiva.
A reunião do G-15 acontece em Caracas em meio a protestos promovidos pela oposição ao presidente Hugo Chávez e houve choques entre a polícia e os manifestantes.
Além de Lula e Kirchner, participam do encontro os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe; do Zimbábue, Robert Mugabe; do Irã, Mohammad Khatami; o primeiro-ministro da Jamaica, Percival Patterson - além do anfitrião, o presidente Hugo Chávez.
A declaração final do encontro, que será divulgada no sábado, deve pedir uma maior cooperação entre os países em desenvolvimento; a defesa de uma nova rodada de preferências comerciais entre os países em desenvolvimento; a defesa de uma segunda etapa de discussões sobre sociedade de informação e também uma declaração sobre energia, que é o assunto oficial do encontro.