A França propôs nesta sexta-feira um governo nacional para o Haiti sem a participação do atual presidente Jean-Bertrand Aristide.
As autoridades francesas esperam que a medida ponha um fim à crise que assola o país.
A proposta foi apresentada durante uma reunião da delegação do governo haitiano com o ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin.
Analistas afirmam que a França, antiga potência colonizadora, decidiu tomar a liderança diplomática para resolver a crise política no Haiti, sua ex-colônia, ao perceber que os Estados Unidos estariam poucos dispostos a se envolver em outro conflito internacional.
Violência
Os rebeldes no Haiti, que já controlam grande parte do norte do país, começaram a se deslocar para o sul.
Os policiais já estariam abandonando as delegacias na cidade de Cayes, a terceira maior do Haiti.
Há informações de que os rebeldes tomaram Mirebalais, a menos de 60 km da capital Porto Príncipe.
Um dos principais líderes rebeldes haitianos disse que um ataque à capital do país é iminente. Estrangeiros estavam deixando a capital com o receio de uma possível invasão.
O governo brasileiro deve enviar ao país um avião com fuzileiros navais com o objetivo de tirar do país os brasileiros que quiserem sair e reforçar a segurança da embaixada em Porto Príncipe.
Segundo uma nota divulgada pelo Itamaraty, o avião deve deixar o Brasil em breve. Além dos fuzileiros, cujo número também não foi divulgado, irão no avião dois diplomatas.
A missão também levará ao Haiti itens de primeira necessidade, como combustível, água potável e alimentos não-perecíveis.
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