O primeiro-ministro líbio, Shukri Mohammed Ghanim, afirmou que seu governo concordou em pagar a compensação para as famílias das vítimas do atentado a um avião que caiu em Lockerbie, Escócia, em 1988, para comprar paz.
Em uma entrevista à BBC, Ghanim disse que os bilhões de dólares que a Líbia vai pagar a familiares das 270 vítimas não eram uma admissão de culpa.
Quanto à questão do assassinato da policial Yvonne Fletcher, morta a tiros em frente à embaixada da Líbia em Londres, em 1984, Ghanim declarou que tudo estava ''resolvido''.
Os comentários do primeiro-ministro parecem contradizer as medidas recentes, mais conciliatórias, do ministro do Exterior da Líbia.
Em um encontro histórico no início de fevereiro, Mohammed Abdulrahman Shalgam fechou um acordo com o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, para aumentar a cooperação entre os dois países para encontrar o responsável pela morte de Yvonne Fletcher.
O assassinato da policial em frente à embaixada líbia levou a Grã-Bretanha a cortar relações diplomáticas com o país.
Em sua entrevista desta terça-feira, Ghanem afirmou que não há provas de que os tiros tenham vindo de dentro da embaixada.
Investigação
''A questão toda foi resolvida de forma a satisfazer os dois governos'', disse o primeiro-ministro líbio.
![]() A policial Yvonne Fletcher foi morta a tiros em frente à Embaixada da Líbia |
Ghanem afirma que concorda com a investigação feita por um advogado líbio sobre o caso, que chegou à conclusão de que não há provas de que a bala que matou Fletcher tenha vindo da embaixada e não há como incriminar o governo líbio.
O Sindicato da Polícia Metropolitana britânica afirma que é inconcebível que a Líbia não saiba quem disparou os tiros.
Em 1999 a Líbia aceitou ''responsabilidade geral'' pela morte da policial e concordou em pagar uma compensação à sua família.
Apesar da aparente falta de progresso no caso, o embaixador britânico na Líbia, Anthony Layden, afirmou que o caso ''ainda está progredindo''.