George W. Bush pode não ter mencionado o nome de candidatos democratas no discurso de segunda-feira aos governadores de Estado republicanos, mas este foi um discurso de campanha.
Sua premissa básica: em novembro os americanos vão estar mais seguros e melhores se continuarem com a liderança republicana por mais quatro anos.
Tentando determinar a escolha dos eleitores em novembro, ele afirmou que a escolha fica ''entre os Estados Unidos que lideram o mundo com força e confiança ou os Estados Unidos que são inseguros frente ao perigo''.
Se seu discurso sobre o Estado da União, em janeiro, foi um começo falso de sua campanha de reeleição, autoridades da Casa Branca esperam que este seja o começo de verdade.
Planos
Isso tudo representa uma mudança dos responsáveis pela campanha de Bush.
O plano original era juntar mais dinheiro que qualquer outro candidato na história e segurar a campanha até que os democratas tenham, pelo menos, nomeado um candidato; abrir fogo com força total contra o eventual nomeado.
Mas eles quase não seguiram esse plano.
Para a supresa da Casa Branca, o Partido Democrata não se autodestruiu durante sua busca por um candidato presidencial.
Ao contrário, os pré-candidatos passaram a maior parte do tempo atacando o presidente e não se atacando. O partido ficou unido contra George W. Bush.
Além disso, as últimas pesquisas de opinião sugerem que a aprovação de Bush no que diz respeito a empregos caiu a níveis baixos, preocupantes, para alguém que está tentando ser reeleito.
Isso criou pânico entre os republicanos, que estavam imaginando quando o presidente revidaria os golpes.
Resposta
O discurso de segunda-feira é parte da resposta do presidente.
E será seguido, como estão afirmando, por uma campanha nacional de propaganda e uma série de aparições de importantes membros do Partido Republicano criticando os democratas e elogiando o presidente.
Os democratas, por sua vez, já afirmaram que o discurso de Bush era sinal de desespero.
O pré-candidato que está na frente da disputa das primárias democratas, senador John Kerry, afirmou que o discurso do presidente Bush mostra que ele está ''se esquivando''.
''E eu acredito que ele está se esquivando porque não tem nada para mostrar'', acrescentou Kerry.
Deixando de lado a retórica tanto de democratas quanto de republicanos, o que é certo é que esse é uma disputa eleitoral que está começando muito cedo.
Pesquisas de opinião pública sugerem que a maioria dos americanos começaram a prestar atenção à política presidencial e os dois lados agora precisam ser cuidadosos para não chegar ao pico de sua capacidade cedo demais.