O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ordenou que seu secretário da Justiça "tome medidas imediatas" para acabar com os casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Estado.
A reação de Schwarzenegger ocorreu depois que um juiz de San Francisco rejeitou um pedido de liminar de grupos conservadores para parar imediatamente as uniões gays. Foi a segunda vez que uma moção do tipo foi rejeitada nesta semana.
A Prefeitura de San Francisco, que considera inconstitucional a definição de casamento como sendo a união entre um homem e uma mulher, já autorizou mais de 3.000 casamentos entre pessoas do mesmo sexo desde o dia 12 de fevereiro.
Em uma carta ao secretário de Justiça da Califórnia, Bill Lockyer, o ex-ator Schwarzenegger diz que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo representam um "risco à ordem civil" e "levam à anarquia em algum momento".
Julgamento
No mais recente caso na Justiça, o juiz Ronald Quidachay rejeitou um pedido de liminar da Campanha para as Famílias da Califórnia, que queria acabar imediatamente com os casamentos gays com o argumento de que eles seriam um gasto desnecessário do dinheiro público e que poderiam causar danos e prejuízos a outros.
"Não foi demonstrada a possibilidade de dano irreparável", disse o juiz, que ordenou uma nova audiência para julgar o mérito do assunto no dia 29 de março.
Os californianos votaram em 2000 contra uma proposta de liberar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No Novo México, uma funcionária de cartório também começou a fornecer certidões de casamento a pessoas do mesmo sexo na sexta-feira.
Pelo menos 15 casais se beneficiaram da decisão de Victoria Dunlap, tomada depois que o reponsável pela Justiça em seu condado disse que a lei não proibia explicitamente as tais uniões.