O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon se encontrou com uma delegação dos Estados Unidos para discutir o seu plano de retirar a maioria dos assentamentos judeus da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
Sharon diz que implementará o seu plano de retirada se os esforços para a retomada de negociações com os palestinos falharem.
Mas fontes diplomáticas esperam que os enviados convençam Sharon a respeitar o plano de paz para o Oriente Médio.
O plano pressupõe uma série de ações tanto da parte de Israel como dos palestinos e é apoiado pela administração Bush.
Dois estados
A delegação americana – que inclui o representante especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, William Burns, e os funcionários da Casa Branca Elliot Abrams e Stephen Hadley – é a de mais alto nível a ir a Jerusalém desde a visita do secretário de Estado Colin Powell em junho passado.
A delegação deve se encontrar nesta quinta-feira à noite com altos funcionários do Ministério da Defesa israelense e com o ministro da Economia palestino, Salam Fayyad, antes de retornaram a Washington.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, que recebeu a delegação dos Estados Unidos na quarta-feira, disse que os representantes “não se opunham à retirada dos assentamentos”.
“Mas eles querem que o plano de Israel seja integrado ao plano de paz para o Oriente Médio, como proposto pelo presidente George W. Bush, que visa uma solução de dois Estados”, acrescentou o ministro.
Protesto
Muitos colonos dizem que se sentem traídos por Sharon, que era considerado o defensor do movimento colonizador.
Eles prometeram resistir a qualquer tentativa de serem removidos.
Na quarta-feira, mais de 2 mil colonos da Faixa de Gaza realizaram uma manifestação em Jerusalém contra o plano do primeiro-ministro.
Os manifestantes, aos quias se juntaram representantes de pequenos partidos de direita assim como do próprio partido Likud de Sharon, exigiram a demissão do premiê israelense.