A França afirma que está considerando a possibilidade de participar de uma força de paz para solucionar a crise no Haiti.
O ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, disse que estabeleceu um centro em Paris para monitorar a situação no Haiti e estava tentando encontrar a melhor forma de responder à crise no país.
Villepin afirmou que a experiência da França em intervenções humanitárias em situações em seus territórios na região caribenha, como a Guiana Francesa, tornam tal ajuda possível.
Mas, segundo correspondentes, a França não tem muita experiência no envio de soldados ao Caribe e pode estar tentando convencer o governo americano a se envolver no problema.
Ajuda
Os comentários do ministro do Exterior francês ocorrem depois de o presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, pedir ajuda à comunidade internacional para conter a revolta armada no país.
Pelo menos 50 pessoas morreram em conflitos desde que a crise começou, no início de fevereiro.
Aristide sugeriu que seja enviada uma força policial internacional, que seria coordenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), no que chamou de luta contra o terrorismo.
A República Dominicana, que fechou sua fronteira com o Haiti, também pediu apoio internacional.
Violência
Nesta terça-feira, há informações de que os rebeldes teriam tomado a maioria das estradas que dão acesso à região de Artibonite, no norte do país, principal área de produção de alimentos.
Em Hinche, no centro do Haiti, os oponentes do presidente atacaram a delegacia de polícia, deixando três pessoas mortas, incluindo o chefe do distrito, Jonas Maxime.
Desde o dia 5 de fevereiro, Gonaive, a quarta maior cidade do país, está sob controle de rebeldes armados.
Os rebeldes e grupos oposicionistas querem que o presidente Aristide renuncie ao cargo.
Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o presidente se negou a dar qualquer detalhe sobre os planos que seriam usados para lidar com a rebelião. Ele apenas disse que não pretende usar violência.
“Um grupo de terroristas está acabando com a ordem democrática”, afirmou. “Nós temos a responsabilidade de usar a lei e o diálogo para achar um caminho de paz.”