A Cruz Vermelha Internacional diz que recebeu uma permissão dos Estados Unidos para visitar o ex-líder iraquiano Saddam Hussein, que foi capturado pelas forças americanas no dia 13 de dezembro de 2003.
"Nós temos sinal verde para a visita, mas ainda não sabemos onde ela acontecerá", disse o presidente da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, a um jornal suíço.
Em janeiro deste ano, os Estados Unidos declararam que o presidente deposto do Iraque era um prisioneiro de guerra.
A Cruz Vermelha é responsável por monitorar o tratamento dado aos prisioneiros de guerra no mundo todo.
Direitos
Segundo oficiais do Pentágono, a decisão significa que Saddam Hussein pode ter todos os direitos reservados a prisioneiros de guerra de acordo com a Convenção de Genebra.
Kellenberger disse que a Cruz Vermelha não fará comentários sobre as condições de prisão de Saddam.
A visita da Cruz Vermelha inclui inspeção de acomodação, saúde e alimentação, além da verificação do tratamento que é dado ao prisioneiro pelos guardas.
Os funcionários da Cruz Vermelha ainda insistem em ter uma entrevista confidencial com o prisioneiro, sem monitoração.
Segundo a Convenção de Genebra, o prisioneiro de guerra tem direito de proteção contra violência, intimidação, insulto e curiosidade pública, contra qualquer tipo de pressão durante interrogatórios, deve receber comida e bebida suficientes para se manter em boa saúde, roupas e higiene adequadas e tratamento médico.
Críticos dizem que imagens mostradas pela TV americana após a captura de Saddam exibiram o prisioneiro à curiosidade pública.
Segundo os Estados Unidos, as imagens foram mostradas para garantir aos iraquianos que eles não tinham mais nada a temer.