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Ataque coordenado em Fallujah mata pelo menos 22

Um ataque coordenado a uma delegacia de polícia, um complexo de segurança e a prefeitura na cidade de Falluja, a oeste de Bagdá, terminou com pelo menos 22 mortos – 14 deles policiais.

Trinta pessoas também teriam ficado feridas.

A operação teria envolvido cerca de 50 homens e, segundo o correspondente da BBC no Iraque Johnny Dymond, é a mais ousada já realizada pela resistência à ocupação americana desde o fim da guerra.

Um policial disse à agência de notícias Reuters que os homens atacaram de várias direções, usando morteiros, explosivos e submetralhadoras, armas "mais potentes" do que as Kalashnikovs dos policiais iraquianos.

O grupo teria ido de cela em cela libertando prisioneiros. Mais de cem teriam sido soltos.

Pelo menos três participantes do ataque foram mortos, mas a maior parte do grupo fugiu antes da chegada do reforço das tropas americanas.

Mesmo alvo

O complexo de segurança pertencia à Defesa Civil iraquiana e havia sido alvo de um ataque na última quinta-feira, quando tentaram matar o comandante militar americano de mais alta patente no Oriente Médio, general John Abizaid.

Poucas informações foram divulgadas sobre o ataque à prefeitura de Falluja, que fica a cerca de um quilômetro da delegacia e do complexo.

A correspondente da BBC no Iraque Barbara Plett está em Falluja e conta que a situação está bastante tensa, com civis armados andando pelas ruas e parentes das vítimas pedindo vingança.

Plett informa ainda que algumas pessoas dizem que os autores do ataque eram do Irã, mas ressalta que, devido à confusão, várias versões do ocorrido circulam na cidade.

Segundo a agência Reuters, os guerrilheiros mataram mais de 600 policiais e membros de outras forças iraquianas desde abril do ano passado, no que seria uma tentativa de minar os esforços americanos para passar a responsabilidade pela segurança do país aos iraquianos.

Triângulo Sunita

A cidade de Falluja se situa no chamado Triângulo Sunita, o centro da campanha de guerrilha contra a ocupação americana no Iraque.

O ataque ocorre apenas um dia depois de o representante especial das Nações Unidas no Iraque, Lakdhar Ibrahim, dizer que é ainda cedo para falar em eleições país.

Ibrahim estava em missão justamente para avaliar as condições de realizar um pleito – xiitas iraquianos pedem eleições diretas neste ano, mas Washington antes quer entregar o poder ao governo de transição (em junho deste ano) e realizar eleições diretas só em 2005.