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Morteiro explode perto de soldados do Japão no Iraque

Um disparo de morteiro explodiu em Samawah, no sul do Iraque, perto do local onde estão os soldados japoneses enviados ao país. A explosão quebrou janelas, mas não há relatos de feridos.

Cerca de cem soldados japoneses estão atualmente se instalando em um acampamento a cerca de seis quilômetros da cidade, onde estão baseados um total de 600 soldados.

Essa á a primeira vez que tropas japoneses são enviadas a uma zona de combate desde a Segunda Guerra Mundial, e existe muita preocupação dentro do Japão sobre a segurança dos militares.

A explosão ocorreu por volta das 5h da manhã, horário do Iraque (meia-noite no Brasil), perto de um hotel em Samawah onde estão cerca de cem jornalistas japoneses.

Investigação

O coronel Yasushi Kiyota, porta-voz das forças japonesas, disse à agência de notícias Associated Press que as tropas holandesas – que atualmente patrulham a cidade – estavam investigando a explosão.

Segundo Kiyota, as tropas japonesas não foram afetadas pelo ataque e continuariam seu trabalho de construir uma base no local.

Esse foi o primeiro ataque em Samawah desde que os soldados japoneses chegaram ao Iraque, no último domingo.

A iniciativa tem causado polêmica porque críticos argumentam que poderia violar a Constituição pacifista do Japão caso os soldados sejam levados a entrar em combate.

Pesquisas de opinião mostram que cerca de metade dos japoneses atualmente se opõem ao envio das tropas.

A Constituição do Japão proíbe o uso de força em conflitos internacionais, mas o governo japonês argumenta que o país está autorizado a exercer auto-defesa, e que as tropas estão autorizadas a responder se forem atacadas.

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, argumentou que a missão é necessária para reforçar o papel do Japão na comunidade internacional.

Cerca de mil soldados japoneses – 600 em unidades terrestres e 400 em unidades naval e aérea de apoio – devem chegar ao Iraque até março.