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Justiça americana bloqueia mais bens argentinos

A justiça americana ordenou o segundo bloqueio de bens argentinos nos Estados Unidos porque o país sul-americano não honrou seus pagamentos da dívida externa.

A decisão é similar à outra medida cautelar já tomada, a "inibição" temporária de quatro depósitos de materiais militares da Força Aérea e da Marinha argentina nos Estados Unidos, que aconteceu na semana passada.

Desta vez, estão embargados vários edifícios, incluindo a residência do representante naval argentino, Javier Valladares, em Maryland.

O embaixador da Argentina em Washington, José Octávio Bordón, disse que a decisão não vai impedir a utilização do prédio e não houve interrupção das atividades.

Moratória

Na última quinta-feira, oficiais de Justiça americanos ocuparam os galpões argentinos e impediram a entrada dos empregados no local.

O governo estaria disposto a apelar contra a decisão, como afirmou o ministro da Defesa da Argentina, José Pampurro.

Para isso, o Estado argentino teria um prazo de 30 dias. "Os adidos militares argentinos em Washington nos informaram sobre esta inibição. Estou preocupado porque são fundos especulativos que atuam contra o Estado argentino", disse o ministro em entrevista à rádio América.

A medida judicial adotada nos Estados Unidos foi a favor daqueles que compraram papéis da dívida argentina e que foram alvo da moratória da dívida do país em dezembro de 2001.

As ações na Justiça de Maryland foi impetrada por um fundo de investimentos que solicita o pagamento de US$ 279 milhões para seus investidores.

Em janeiro, o presidente Néstor Kirchner disse que o governo poderia honrar apenas 27% do valor nominal dos títulos estatais argentinos, muitos dos quais foram comprados por investidores estrangeiros.

Kirchner disse que um aumento no pagamento colocaria em risco a recuperação da economia argentina.