A polícia de Moscou está procurando pistas dos autores do atentado a bomba em um trem do metrô da cidade, que matou pelo menos 39 pessoas na sexta-feira.
As autoridades ainda estão tentando descobrir se a explosão foi causada por um homem-bomba ou se apenas deixaram explosivos no trem.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, culpou rebeldes separatistas chechenos pelo ataque.
Mas líderes da Chechênia condenaram o atentado, um dos mais graves ocorridos na Rússia desde que Putin tomou posse, em 2000.
Suspeitos
O correspondente da BBC em Moscou, Angus Roxburgh, afirmou que ainda restam muitas dúvidas sobre como ocorreu a explosão, que atingiu o segundo vagão de um trem em uma estação do centro da cidade, em plena hora do rush matinal.
O sub-promotor público de Moscou, Vladimir Yudin, afirmou que a explosão "parece ter sido obra de um militante suicida", enquanto o vice-prefeito, Valery Shantsev, acredita que a bomba foi colocada no trem junto com 5 quilos de explosivos.
Segundo o correspondente da BBC, câmeras de circuito interno de TV mostram duas mulheres que poderiam estar envolvidas.
Mas a polícia também teria divulgado um retrato-falado de um homem suspeito.
Eleições
Putin afirmou que o atentado teve a intenção de prejudicar a campanha eleitoral presidencial na Rússia, que vai às urnas em março.
O presidente russo afirmou que o país não vai ser coagido.
"Temos certeza de que (o líder rebelde) Aslan Maskhadov e seus comparsas estão ligadas a esse ato de terrorismo", disse Putin.
Mas um representante de Maskhadov negou o envolvimento de militantes separatistas.
Nos últimos anos, a capital russa tem sido alvo de explosões com freqüência e quase todos eles são atribuídos a rebeldes chechenos.