O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse nesta quarta-feira que estuda convocar um plebiscito para questionar a população sobre o seu plano de retirada de todos os 17 assentamentos judaicos da Faixa de Gaza.
Os partidos de direita que integram a coalizão governista e vários integrantes do partido de Sharon, o Likud (direita nacionalista), são contra a proposta, anunciada no início desta semana.
Dez deputados do Likud mandaram uma carta ao primeiro-ministro nesta quarta-feira em que pedem que o assunto seja submetido a votação interna partidária antes de virar política do governo.
Ariel Sharon estuda outras alternativas para levar adiante a iniciativa, entre elas a possibilidade de mudar a composição de sua aliança ou mesmo convocar eleições parlamentares antecipadas.
Gabinete
Os jornais israelenses afirmam que, dentro de um prazo de dois meses, o primeiro-ministro vai submeter a proposta a uma votação dentro de seu gabinete de ministros.
Ainda segundo a imprensa local, o chefe de governo israelense acredita que dois partidos que representam os colonos judeus nos territórios palestinos – a União Nacional e o Partido Nacional Religioso – deixem o governo.
Numa entrevista ao diário Yediot Aharonot, Sharon declarou que não pretende permanecer refém dos partidos mais à direita da sua coalizão.
Já o Partido Trabalhista (centro-esquerda), de oposição, se diz a favor da proposta de retirada da Faixa de Gaza.
Alguns trabalhistas chegaram a sugerir a volta do partido ao governo Sharon, mas o líder do partido, Shimon Peres, preferiu não tratar do assunto por enquanto.