Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que os benefícios econômicos da erradicação do trabalho infantil superariam muito os custos necessários para este objetivo.
Segundo a instituição da Organização das Nações Unidas (ONU) acabar com o trabalho infantil no mundo custaria US$ 760 bilhões (equivalente a mais de R$ 2,2 trilhões) até 2020.
O cáculo leva em conta coisas como a construção de novas escolas, a contratação de professores, a compensação de famílias pela renda dos menores que saem do trabalho e os efeitos diretos deste trabalho sobre a economia.
Mas o estudo argumenta que os gastos seriam um "investimento sensato" que poderia - deixando crianças mais tempo na escola - causar ganhos de mais de US$ 5 trilhões (mais de R$ 14,5 trilhões) no mesmo período.
Regiões
As regiões do planeta que mais se beneficiariam de um projeto assim seriam a África do Norte e o Oriente Médio onde, segundo a pesquisa, os ganhos seriam 8,4 vezes superiores aos custos.
Na Ásia, a proporção seria de 7,2 para 1 enquanto na América Latina a relação seria de 5,3 para 1 e de 5,2 para 1 na África subsaariana.
O estudo também destaca que os gastos envolvidos na erradicação do trabalho infatil serial muito menores do que os recursos destinados para pagamento de dívidas externas e compras de armas.
A maioria dos países já assinou convenções proibindo o trabalho infantil, mas calcula-se que mais de 180 milhões de crianças estajam trabalhando em todo o mundo.