A Corte Internacional de Justiça, em Haia (Holanda), disse que 44 países submeteram suas opiniões por escrito sobre a legalidade da barreira que Israel está construindo na Cisjordânia.
Esses documentos devem ajudar a determinar o parecer dos juízes do tribunal da ONU sobre o muro.
Israel afirma que o seu propósito é proteger seus cidadãos de atentados, enquanto os palestinos acusam o governo israelense de estar tomando ilegalmente territórios que pertencem a eles.
A corte afirmou que o teor dos documentos submetidos pelos países permanecerá sigiloso até pelo menos o início das audiências do caso, em 23 de fevereiro.
Divisão
O correspondente da BBC em Haia diz que dois grupos de países começam a ganhar forma antes do início das audiências na corte.
Um deles deseja que o tribunal da ONU apresente uma forte condenação à iniciativa de Israel, qualificando a barreira como ilegal. Essa é a posição palestina, apoiada pelos países árabes.
O outro grupo de países defende a tese de que os juizes não devem expressar opinião porque o assunto não é da jurisdição da Corte Internacional de Justiça.
A chancelaria israelense afirma que 33 países argumentaram por essa segunda posição em suas cartas à corte.
O chefe da missão palestina na ONU, Nasser Al-Kidwa, acusa o governo de Israel de tentar minar o processo revelando o número de países que o apóiam.
"Isso tudo é ilegal porque viola as regras da corte que proíbem falar sobre o conteúdo das declarações antes que sejam publicadas pela corte. E as informações não são verdadeiras", disse Al-Kidwa.
A trajetória do muro, de 710 km, passa por dentro dos territórios palestinos da Cisjordânia, além da fronteira de Israel internacionalmente reconhecida antes da guerra de 1967.