O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ordenou uma revisão das candidaturas que foram desqualificadas para as eleições legislativas no país.
Um parlamentar disse à agência de notícias Reuters que Khamenei pode reabilitar alguns dos candidatos excluídos da disputa para tentar resolver a pior crise política do país dos últimos anos.
A decisão ocorre apenas um dia depois de Khamenei ter rejeitado um pedido de reformistas para adiar as eleições, previstas para o próximo dia 20.
A crise teve início quando o Conselho dos Guardiães, órgão conservador indicado por Khamenei, desqualificou a candidatura de mais de 3,6 mil pessoas, incluindo 80 parlamentares.
Diante de protestos de reformistas, que alegaram que a exclusão favorecia políticos conservadores, o órgão restituiu um terço dos nomes, mas candidatos de maior peso, incluindo os líderes da Frente de Participação Islâmica, o maior partido pró-reforma, continuaram de fora.
Na segunda-feira, o Frente de Participação Islâmica anunciou que não participará das eleições parlamentares.
Mais de cem deputados iranianos se demitiram, no domingo, em protesto contra o fato dos candidatos terem sido impedidos de concorrer.