Grupos judaicos e cristãos anunciaram o lançamento de uma série de palestras por medo de que o novo filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo possa incitar o anti-semitismo.
Na semana passada, a Liga Anti-Difamação e o Comitê de Judeus Americanos assistiram ao filme que deve estrear em breve.
"Ele prejudica o trabalho que fizemos nesse país rumo ao respeito mútuo e pluralismo religioso", disse o rabino David Elcott.
Palestras, seminários e outros programas serão realizados.
Rebatendo as críticas
Os críticos do filme disseram que vão explicar como as reencenações durante a Idade Média, chamadas de Peças da Paixão, eram usadas para estimular a violência contra comunidades judaicas.
Os grupos disseram que não vão boicotar cinemas ou realizar protestos onde os filmes serão exibidos.
"Os artistas têm todo o direito de fazer qualquer filme que eles queiram, mas o público tem o direito de julgá-los ", disse o rabino James Rudin.
Mel Gibson, um católico ardoroso, sempre negou que o filme retratasse os judeus negativamente.
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A campanha tem início ao mesmo tempo em que o filme é amplamente divulgado por evangélicos.
O Centro para Aprendizado Cristão-Judaico da Universidade de Boston publicou um guia para o público que vai ver o filme, explicando como as igrejas cristãs passaram a rejeitar alegações de envolvimento judeu na morte de Cristo.
O presidente do Painel de Consultas nas Relações Luterano-Judaicas também pediu para que as pessoas não façam julgamentos.
"Esperamos que o público esteja ciente da tendência de culpar os ‘judeus’ coletivamente pela morte de Jesus, em vez de um pequeno grupo de colaboradores do Império romano”, disse o reverendo Franklin Sherman.
O papa João Paulo 2º teria assistido e aprovado o filme em dezembro. A notícia foi desmentida posteriormente pelo Vaticano.
O filme também gerou polêmica porque seus diálogos são em latim e aramaico, sem legendas em inglês.