O fundador do programa nuclear do Paquistão, Abdul Qadeer Khan, foi demitido de seu cargo como conselheiro do governo.
A decisão foi anunciada depois que o Conselho do Comando Nuclear do país reviu as investigações sobre a suposta venda ilegal de tecnologia nuclear para o Irã e a Líbia.
Segundo o jornalista da BBC no país Zaffar Abbas, a demissão de Khan confirma as especulações de que ele é um dos principais suspeitos de envolvimento no caso.
Khan tinha o posto de conselheiro científico desde que se aposentou da direção da principal usina nuclear paquistanesa, em 2001.
A investigação sobre a suposta venda ilegal de tecnologia começou há dois meses, depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) informou o governo paquistanês que obteve a informação com a Líbia e com o Irã.
Até agora, mais de 15 pessoas que trabalhavam próximas de Khan já foram interrogadas e cinco permanecem sob a custódia da polícia paquistanesa. Khan também já foi interrogado.
A suspeita é que os cientistas tenham recebido propinas de milhões de dólares para transferir informações e tecnologia nuclear de forma ilegal.
Abdul Qadeer Khan é um dos mais eminentes cientistas do Paquistão e foi apelidado de “pai da bomba” atômica por sua participação no programa nuclear do país.
Sua família nega que ele esteja envolvido em qualquer ato ilegal e diz que o cientista está sendo usado para aplacar as pressões americanas sobre o governo paquistanês.