O gabinete de ministros franceses aprovou um polêmico projeto de lei que bane o véu islâmico e outros símbolos religiosos em escolas públicas do país.
O anúncio foi feito antes do início, na próxima terça-feira, de um debate parlamentar que deve rejeitar a proposta do governo.
O projeto de lei seguiu um relatório oficial sobre secularismo estatal que foi apoiado pelo presidente Jacques Chirac.
Crucifixos grandes, solidéus judaicos e outros símbolos de fé, como os turbantes, também passariam a ser proibidos.
'Proposta equivocada'
As propostas geraram protestos de grupos muçulmanos na França e no mundo.
Muitos dos 5 milhões de muçulmanos franceses enxergam a medida como um ataque à sua religião e aos direitos humanos.
A posição de Chirac, no entanto, reflete a opinião pública francesa: 70% do eleitorado diz ser favorável à proibição de símbolos religiosos em escolas.
O Partido Socialista, de oposição, descreveu a proposta como equivocada e vaga.
O ex-ministro da Educação François Bayrou, que apóia Chirac, disse que iria se opor à medida por ela ter mais aspectos negativos do que positivos.
"Acabamos de dar aos fundamentalistas islâmicos um presente de ouro", declarou à uma rádio francesa.