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Blair elogia inquérito e cobra retratação de quem o acusou

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou nesta quarta-feira que as conclusões do Inquérito Hutton o inocentam da acusação de que ele teria mentido para justificar a guerra no Iraque.

O inquérito tinha como objetivo investigar apenas as circunstâncias que cercaram a morte do cientista David Kelly, personagem central de uma disputa entre o governo britânico e a BBC sobre uma reportagem que apontava exageros no dossiê sobre as armas do Iraque apresentado pelo gabinete de Blair.

De acordo com o primeiro-ministro, o relatório do juiz Brian Hutton não deixa margem para dúvidas ou interpretações e tem o apoio integral do governo britânico.

O primeiro-ministro também exigiu que todos os que o acusaram de mentir sobre o dossiê retirem suas alegações e façam uma retratação. "Peço simplesmente que retirem (as acusações) de maneira integral, aberta e clara", afirmou.

Kelly

O primeiro-ministro britânico afirmou que as acusações contra ele sempre foram "completamente falsas". Blair disse ainda que a BBC nunca se retratou pelas alegações da reportagem do jornalista Andrew Gilligan transmitidas pela emissora.

"Se (as acusações) fossem verdadeiras, elas teriam significado que eu enganei o Parlamento", disse Blair.

O premiê afirmou ainda que, devido às circunstâncias da polêmica sobre o dossiê, era obrigação do governo permitir que o nome de David Kelly fosse revelado ao público como fonte da reportagem da BBC.

A família de Kelly emitiu um comunicado em que diz esperar que o governo britânico adote medidas para garantir que nenhuma outra pessoa sofra o que o cientista sofreu.

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