O empresário Bill Gates, presidente da Microsoft e homem mais rico do mundo, vai receber o título de "cavaleiro" da rainha Elizabeth 2ª, por sua contribuição ao mundo corporativo da Grã-Bretanha.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores britânico, Gates também está sendo honrado por seu trabalho contra a pobreza em todo o mundo.
Como é cidadão americano, Gates não poderá usar o título "Sir", como ocorre com os britânicos, mas terá o direito de colocar as letras "KBE" (sigla para "Knigth of the British Empire", ou "Cavaleiro do Império Britânico") junto a seu nome.
Entre os americanos que já receberam a mesma condecoração estão o presidente George Bush, o ex-prefeito de Nova York Rudolph Guiliani e o cineasta Steven Spielberg.
'Importante líder'
A rainha Elizabeth 2ª pode oferecer títulos de condecoração a estrangeiros com a recomendação do Ministério das Relações Exteriores.
O ministro Jack Straw disse estar satisfeito com a honra a Gates.
"Ele é um dos mais importantes líderes de negócios globais de nossa época", afirmou Straw.
"A tecnologia da Microsoft transformou a maneira de se fazer negócios e a empresa teve um impacto enorme na economia britânica, criando 2 mil empregos e contribuindo para o desenvolvimento do setor de tecnologia da informação no país."
Segundo a assessoria de imprensa da Microsoft, Gates, de 48 anos, está "extremamente contente".
Trabalho social
Gates fundou a Microsoft em 1975 com seu colega de infância Paul Allen.
No ano passado, a empresa foi estimada em US$ 51 bilhões.
O empresário e sua mulher, Melinda, que têm três filhos, também são conhecidos por seu envolvimento em trabalhos sociais.
Em 2000, eles abriram a Fundação Bill e Melinda Gates, que trabalha com saúde e educação em vários países.
Recentemente, a entidade investiu milhões de dólares em pesquisas para uma vacina contra a Aids.
A fundação também criou uma bolsa de estudos para dar a estudantes carentes uma vaga na conceituada Universidade de Cambridge.
A cerimônia da condecoração de Gates ainda não está marcada.