Em seu primeiro dia em Nova Déli, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil e a Índia podem “mudar a geografia comercial do mundo para melhor e atender os interesses do povo mais pobre do planeta”.
Após a cerimônia oficial de recepção pelo governo indiano, no Palácio Rashtrapi Bhawan, que tem 314 aposentos e onde Lula está hospedado, Lula voltou a dizer que a Índia é um “parceiro estratégico” para o Brasil.
Mais tarde, Lula lançou pétalas de flores no túmulo de Mahatma Gandhi, o herói da independência indiana.
“Estou realizando o sonho de estar na terra de um dos maiores homens do século passado”, disse o presidente durante a manhã.
Espírito
Lula foi recebido pelo primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee e pelo presidente Abdul Kalan.
Durante o dia, o presidente terá encontros oficiais com ambos. Vajpayee é o chefe de Estado e homem forte do governo e, animado por uma onda de crescimento econômico, deve convocar eleições antecipadas neste ano.
“Desde o meu discurso de posse eu anunciei que a Índia seria um parceiro estratégico para o Brasil”, disse Lula.
Ele justificou a afirmação “pelas similaridades que temos tanto nas possibilidades de crescimento econômico, das inovações científicas e tecnológicas, como também nos problemas.”
O presidente invocou os ideais da luta de Gandhi como o motor da Índia rumo à prosperidade.
“Estou certo que o espírito que norteou a conquista da independência do povo da Índia é o mesmo espírito que permite que a Índia se transforme a cada dia em um país gigante do ponto-de-vista político e tecnológico.”
“E, se Deus quiser, logo logo, do ponto de vista social, haveremos de resolver os problemas dos nossos povos.”