Um delegação de congressistas dos Estados Unidos está visitando a Líbia. É a primeira vez que isso ocorre desde a chegada ao poder no país do coronel Muammar Kaddafi.
O grupo, formado por democratas e republicanos, deve se encontrar com líderes políticos e empresariais e possivelmente também com o presidente líbio.
A visita acontece após medidas de reaproximação diplomática entre a Líbia e o Ocidente, que incluíram a promessa de Trípoli de interromper o desenvolvimento de armas nucleares.
A delegação se encontrou com o deputado Tom Lantos, que ao chegar na Líbia no sábado se tornou o primeiro político eleito americano a pôr os pés no país em 38 anos.
Degelo
Correspondentes afirmam que a visita reflete o avanço do degelo na rivalidade entre a Líbia e os Estados Unidos.
O governo líbio busca uma normalização, mas ainda não há sinais de que Washington esteja preparado para suspender as sanções contra o Estado do norte da África.
Os seis congressistas chegaram a bordo de um avião da marinha americana.
Um dos membros do grupo, Curt Weldon, disse: "Estou aqui para reforçar os passos positivos dados pelo líder da Líbia".
Antes, Weldon contou que a delegação visitaria uma universidade, o Parlamento e "provavelmente" um local ligado ao programa líbio de armas de destruição em massa.
Em seu último discurso do Estado da União, o presidente George W. Bush apresentou o anúncio da Líbia sobre suas armas como um exemplo de que a política externa de seu governo tem surtido efeito.
A ONU já suspendeu as sanções que impusera à Líbia após o país concordar em pagar compensação às famílias das vítimas do atentado de Lockerbie.
Mas as sanções americanas, impostas antes daquelas da ONU e que já custaram centenas de milhões de dólares à Líbia, continuam em vigor.
Bush disse este mês que não tem a intenção, por enquanto, de suspendê-las.