O Parlamento iraniano aprovou uma emenda para modificar a legislação eleitoral do país e invalidar a proibição da candidatura de políticos reformistas.
Em uma sessão de emergência, os deputados interviram na crise iniciada pelo Conselho dos Guardiães – o órgão que supervisiona o processo eleitoral no Irã – ao probir mais de 3,5 mil candidatos reformistas de participar das eleições.
Com a mudança aprovada neste domingo, os candidatos aprovados pelo conselho em eleições passadas vão poder se candidatar para o pleito do mês que vem, a não ser que existam provas concretas de incompetência.
No entanto, para entrar em vigor, a emenda precisa ser aprovada pelo Conselho dos Guardiães.
Khamenei
Por determinação do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, o órgão já voltou atrás e autorizou a participação de 350 candidatos que haviam sido vetados.
No entanto, os deputados reformistas que dominam o Parlamento continuam insatisfeitos. Cerca de 80 deles foram proibidos de tentar a reeleição, e a maioria participa de uma ocupação da casa.
A sessão deste domingo, que classificou a pauta de votação como "triurgente" foi transmitida ao vivo pelo rádio.
Essa classificação é reservada para votações em que o Parlamento acredita que os direitos básicos do país estão sob ameaça, ou quando o Estado corre grandes riscos políticos ou militares.
Desde 1979, na revolução islâmica, que ela não era usada.