Autoridades da Colômbia dizem que pelo menos 45 pessoas foram mortas nesta semana durante combates no norte do país entre guerrilheiros de esquerda e grupos paramilitares de direita.
Segundo o governo, integrantes dos dois maiores grupos guerrilheiros da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (as Farc) se confrontaram com paramilitares nas montanhas de Sierra Nevada, a cerca de mil quilômetros de Bogotá.
Tanto guerrilha como paramilitares afirmam ter sofrido menos baixas do que seus oponentes.
Os dois grupos disputam o controle da região há vários anos.
Acordo de paz
O jornal El Colombiano publicou uma reportagem na qual diz que Chris Patten, o comissário de Relações Exteriores da União Européia, e James Lemoyne, o enviado especial das Nações Unidas (ONU), pediram ao governo que siga recomendações da ONU para se alcançar a paz na Colômbia.
Após se encontrar com Patten, na última quinta-feira, Lemoyne divulgou um comunicado no qual diz que a "União Européia e a ONU firmaram o compromisso de buscar uma saída política para o conflito armado e de tentar novos acordos de paz".
O documento afirma ainda que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, quer tentar estabelecer acordos de paz no país e que a organização julga ser possível vir a negociar com as Farc e o ELN.
O texto também diz que se os atuais acordos firmados entre governo e paramilitares forem bem-sucedidos podem acabar com "o flagelo do paramilitarismo para sempre, pôr um fim à impunidade, reforçar a legitimidade do Estado para fortalecer a democracia na Colômbia e abrir campo para soluções negociadas com as Farc e o ELN".