John Stevens, que comanda a Polícia Metropolitana de Londres e é a mais alta autoridade policial britânica, disse estar "pronto" para interrogar o príncipe Charles.
O possível interrogatório seria parte de sua investigação sobre a morte da princesa Diana.
Stevens deu início ao inquérito para investigar alegações de que a morte da princesa não seria um acidente, mas sim uma trama para matá-la.
De acordo com Stevens, seu inquérito irá esclarecer "de uma vez por todas" a morte de Diana, ocorrida em um acidente de carro em Paris em 1997.
Teoria conspiratória
A morte da princesa Diana deu início a uma série de teorias conspiratórias.
Ela morreu juntamente com seu namorado, Dodi Al Fayed, e o motorista Henri Paul quando o carro deles bateu dentro de um túnel.
O pai de Al Fayed, Mohammed Al Fayed, proprietário da loja Harrods, uma das mais sofisticadas de Londres, nunca acreditou que a batida tivesse sido um acidente.
Ele crê que a colisão foi provocada por agentes do serviço secreto britânico, porque o relacionamento do casal estaria causando constrangimentos à família real.
Em entrevista à BBC, o investigador disse que a primeira tarefa de sua investigação será a de analisar o inquérito oficial, feito na França, que indicou que o motorista estaria bêbado na hora do acidente e dirigindo em alta velocidade.
No início dete mês, o jornal britânico Daily Mirror publicou o que dizia ser uma carta escrita pela princesa Diana na qual ela teria dito que Charles pretendia matá-la.
Além da possibilidade de o príncipe Charles ser interrogado, outros membros da família real também poderão ser convocados.