Um novo levantamento mostra que a imigração com destino aos países que integram a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) continua atingindo níveis recordes, apesar da desaceleração econômica em parte desses países.
Os Estados Unidos admitiram mais de um milhão de imigrantes permanentes em 2001 e 2002, um volume 25% mais alto que o registrado em 2000.
No mesmo período, diz o relatório divulgado nesta quarta-feira "Tendências na Imigração Internacional", muitos países europeus (entre eles França, Suíça e Áustria) aceitaram a entrada de 15% a mais de imigrantes.
As duas principais motivações para esses fluxos de imigração legais são a reunificação familiar e a busca por um trabalho.
Refugiados
O volume de estudantes e refugiados que deixam países mais pobres rumo a um dos Estados-membros da OCDE também aumentou.
A OCDE tem hoje 30 membros. A maioria deles são países europeus, mas outros países desenvolvidos como EUA, Japão e Austrália também pertencem ao clube.
Novas rotas de imigração internacional foram identificadas. Entre elas, os autores do estudo destacaram a ida de cidadãos chineses, filipinos, russos e ucranianos rumo a países da OCDE.
Também foi registrado um aumento em geral no número de pessoas que saem da América Latina com destino a esses países.