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Tribunal do Egito proíbe estrangeiras de fazer dança do ventre

Um tribunal egípcio confirmou uma lei que proíbe mulheres estrangeiras de trabalhar como dançarinas do ventre.

O tribunal rejeitou recurso de dançarinas russas e australianas empregadas em clubes noturnos no Egito, país que muitos consideram o berço desse tipo de dança.

Um recente fluxo de estrangeiras ansiosas por realizar um trabalho que costuma ser bem-pago estaria por trás da nova legislação.

A dança "oriental", como a dança do ventre é conhecida no país, é uma indústria lucrativa na vida noturna da capital egípcia, Cairo. Uma profissional da dança do ventre pode ganhar até US$ 3.145 por noite (o equivalente a quase R$ 9 mil).

Caroline Evanoff, uma dançarina australiana que entrou na Justiça contra a proibição, disse que não sabe bem o que vai fazer, especialmente porque a competição para obter empregos no setor em outros países do Oriente Médio é acirrada.

Anteriormente, estimava-se que até 60% das profissionais de dança do ventre no Egito fossem estrangeiras.

'Criativas'

Alguns clubes noturnos manifestaram revolta com o fato de não poderem mais empregar estrangeiras como dançarinas.

"As estrangeiras eram criativas, assistindo a antigos filmes egípcios para formular novas coreografias", o gerente de uma casa noturna disse ao jornal New York Times.

Correspondentes dizem que o problema é que, apesar de muitos egípcios desejarem preservar uma tradição, poucas famílias querem ver suas próprias filhas como profissionais da dança do ventre.