Especialistas em controle de armas de destruição em massa britânicos e americanos se reúnem nesta segunda-feira em Viena, Áustria, com a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) para tentar resolver a questão das inspeções do programa nuclear da Líbia.
A agência afirma que é a única responsável pela verificação de programas nucleares, mas Estados Unidos e Grã-Bretanha declararam que têm responsabilidades específicas.
Os dois países conseguiram o acordo que levou a Líbia a fazer o anúncio surpresa de que iria abandonar suas armas nucleares, em dezembro.
Também há diferenças no que diz respeito ao progresso da Líbia no desenvolvimento de uma bomba nuclear.
A AIEA afirma que a Líbia estava muito longe de conseguir desenvolver a bomba.
Tensão
Desde o anúncio da Líbia feito em dezembro, de que iria abandonar seu programa nuclear, as tensões entre a AIEA e os Estados Unidos sobre quem deve liderar as inspeções no país aumentaram.
''As responsabilidades de verificação da agência sob o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares são claras'', afirmou o porta-voz da agência, Mark Gwozdecky, à agência de notícias AFP.
''Estamos coordenando de perto com os britânicos, americanos e outros governo para assegurar um entendimento comum de nossos papéis operacionais no que diz respeito à implementação dos compromissos bilaterais e internacionais da Líbia para eliminar armas de destruição em massa'', disse.
Nos últimos dias os dois lados tentaram diminuir as tensões.
Agora, o sub-secretário de Estado para controle de armas e segurança internacional, John Bolton, e seu colega britânico, William Erman, estão indo a Viena para a reunião com o diretor-geral da AIEA, Mohammed ElBaradei.