O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, anunciou neste sábado que o governo vai investigar a fundo as ameaças de ataques contra representações diplomáticas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha na capital, Caracas.
Rangel afirmou que ''dois grupos policiais opositores'' ao governo alertaram as embaixadas sobre a possibilidade de atos violentos contra suas instalações, que poderiam ocorrer entre domingo e a manhã de terça-feira.
Em uma nota à imprensa, o vice-presidente afirmou que ''o governo está mais interessado em esclarecer a situação e em garantir plenamente a segurança destas instalações e de qualquer outro tipo de propriedade''.
Pouco antes, as embaixadas britânicas e espanholas afirmaram que a polícia do distrito de Chacao e a Polícia Metropolitana –ambas controladas por opositores do governo – informaram sobre a possibilidade de ataques contra seus prédios com artefatos incendiários.
Segundo diplomatas espanhóis, a polícia havia vinculado os eventuais ataques a um grupo radical simpatizante do presidente Hugo Chávez.
Na sexta-feira, a embaixada dos Estados Unidos informou sobre uma advertência do Departamento de Estado americano sobre possíveis atos de violência contra interesses dos Estados Unidos na Venezuela.
'Obrigação'
O vice-presidente venezuelano afirmou que tinha a ''obrigação de alertar sobre estes fatos e indagar a quem este tipo de ameaça favorece''.
Rangel acrescentou que o governo da Venezuela não está disposto a tolerar ataques e vai lutar contra isso.
Segundo Rangel as investigações policiais dos ataques contra escritórios das embaixadas da Argélia, Colômbia e Espanha em 2003 revelaram que os autores eram pessoas ''vinculadas a setores da oposição, procurados na Venezuela e em outros países''.