Pelo menos 20 pessoas morreram e 60 ficaram feridas após uma forte explosão no centro de Bagdá, no Iraque, na manhã de domingo, segundo declaração oficial das forças de coalizão.
O incidente ocorreu em uma área próxima do palácio que já foi ocupado por Saddam Hussein e que atualmente é usado como quartel-general americano.
No momento da explosão, civis iraquianos aguardavam no local para encontros com autoridades americanas.
A explosão aconteceu por volta das 8h (horário local, 3h horário de Brasília) e foi causada por uma pick-up Toyota branca que carregava 500 kg de explosivos, segundo o coronel americano Ralph Baker. A explosão foi ouvida nas margens do rio Tigre, e as duas principais pontes sobre o rio foram fechadas pela polícia por medida de segurança.
Investigação
O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, disse que o ataque foi "um insulto - outra indicação clara das intenções criminosas de terroristas que querem minar a liberdade, a democracia e o progresso no Iraque". "Eles não vão ter sucesso", ele acrescentou em sua declaração.
A força da explosão foi sentida em vários pontos da cidade, e carros que estavam nas proximidades do local pegaram fogo.
Uma das testemunhas que estava dirigindo próximo ao local disse que a explosão levantou seu carro no ar.
Segundo declaração oficial das forças de coalizão, dos 18 mortos, 16 eram iraquianos, e dois eram empreiteiros que estavam prestando serviços para o Departamento de Defesa americano.
Soldados americanos estão investigando os restos deixados pela bomba, e a polícia vasculha o local com cães farejadores, segundo a correspondente da BBC Caroline Hawley.
Segundo o representante americano Mark Hertling, oficiais dos Estados Unidos acreditam "que tenha sido um ataque suicida".
A polícia iraquiana anunciou em alto-falantes que daria uma recompensa para quem desse qualquer informação sobre quem organizou o ataque.
O último incidente com um carro-bomba no Iraque havia acontecido na noite de Ano Novo nas proximidades de um famoso restaurante no centro de Bagdá.
Números
A explosão ocorre um dia depois que três soldados americanos e dois civis iraquianos foram mortos em um ataque a bomba contra um posto de patrulha no norte de Bagdá.
Com esse último incidente, já havia subido para 500 o número de militares americanos mortos no Iraque desde o começo da guerra, em março do ano passado.
Militares americanos afirmam que os ataques às tropas dos Estados Unidos diminuíram para 15 por dia - em novembro esse número chegou a 40.
Segundo os militares, a segurança foi reforçada o suficiente para enviar suas forças para as cercanias de Bagdá e delegar mais responsabilidade a policiais iraquianos.
De acordo com a correspondente da BBC em Bagdá Barbara Plett, isso vai acontecer em breve, quando a divisão do Exército que controla a cidade for substituída por novas forças.