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Líder do Hamas nega participação em ataques contra Israel

O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, negou nesta sexta-feira qualquer participação em ataques executados pelo grupo militante contra alvos israelenses.

Ele afirmou não ter "nada a ver com ações militares" em uma declaração divulgada pouco depois de o vice-ministro da Defesa israelense, Zeev Boim, ter prometido "eliminá-lo", dizendo que ele está "jurado de morte".

As declarações foram a reação de Boim ao ataque suicida do Hamas que matou quatro israelenses na quarta-feira.

No mesmo dia, a imprensa de Israel afirmou que os militares do país acreditam que o xeque Yassin deu pessoalmente as ordens para o ataque no posto de fronteira de Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel – o primeiro ataque suicida executado por uma mulher.

Também nesta sexta-feira, o xeque, que é paraplégico, afirmou que "ameaças de morte não nos assustam porque estamos em busca do martírio".

Rotina

Não há indicações de que o xeque Yassin planeje mudar a sua rotina por causa das ameaças israelenses.

Na quinta-feira, Boim afirmou que as forças de segurança do seu país pretendem voltar à prática de assassinatos de figuras de alto escalão do Hamas, acrescentando que Yassin está no topo da lista.

"O xeque Yassin está jurado de morte, e ele deveria se esconder em um buraco profundo, onde ele não vai ver a diferença entre dia e noite", afirmou o vice-ministro à rádio militar de Israel.

"E nós vamos encontrá-lo nos túneis e vamos eliminá-lo", concluiu ele.

O xeque já sobreviveu a um atentado dos israelenses contra a sua vida.

Em setembro do ano passado, um avião israelense lançou uma bomba sobre o prédio em que ele e outros líderes do Hamas participavam de uma reunião.

O atentado de quarta-feira foi executado por Reem Raiyshi, de 20 anos e mãe de duas crianças.

Ela conseguiu enganar os soldados da fronteira que a revistaram depois que o detector de metais disparou, dizendo que ela tinha uma placa de metal na perna.

A bomba dela matou quatro soldados israelenses e feriu mais de dez civis.

O Hamas assumiu a autoria do atentado ao lado da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa e disse que usou uma mulher para dificultar a detecção da suicida.