O ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul anunciou sua renúncia nesta quinta-feira após seu ministério ter sido acusado de "não refletir a política do governo".
Yoon Young-kwan deixou o cargo depois de autoridades de sua pasta terem aparentemente criticado assessores da Presidência que defendem maior independência dos Estados Unidos.
Não foram divulgados detalhes sobre a renúncia do ministro, que estava no posto havia menos de um ano, mas a imprensa no país diz que existem disputas em torno da transferência de bases militares americanas na Coréia do Sul e do envio de tropas nacionais para o Iraque.
O correspondente da BBC em Seul, Charles Scanlon, afirmou que o governo do presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, tem sido o mais de esquerda na história do país, o que estaria causando tensões com Washington.
Amadorismo
O presidente acusou os funcionários do ministério de fazerem observações depreciativas e terem vazado documentos.
Ele disse que esperava a demissão dos oficiais que se demonstraram contrários à sua política.
O foco das atenções tem sido o Conselho de Segurança Nacional do presidente, considerado por alguns diplomatas como "jovem e amador".
O assessor do presidente, Jeong Chan-yong, disse que o ministro foi responsabilizado por não ter conseguido implementar a política do governo.
"Alguns funcionários do Ministério das Relações Exteriores não entenderam adeqüadamente a essência da nova política externa de independência", declarou.
Ainda não foi apontado o sucessor de Yoon Young-kwan.
O ministro deixa o cargo em um momento crucial, quando iniciativas locais e do governo americano tentam encontrar uma solução comum para a crise sobre o programa nuclear desenvolvido pela Coréia do Norte.