O grupo militante palestino Hamas assumiu a autoria do atentado suicida que matou pelo menos quatro israelenses na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, na manhã desta quarta-feira.
Os militantes afirmaram que o executor do ataque foi, pela primeira vez, uma mulher, confirmando informações anteriores de testemunhas.
O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse à agência de notícias Reuters que o ataque inaugura uma nova tática de resistência contra Israel e que haverá uma escalada de violência.
Outras sete pessoas, entre elas dois palestinos, teriam ficado feridos na explosão, perto do posto de controle de Erez, segundo autoridades médicas israelenses.
O ataque foi o primeiro do tipo em quase três semanas e aconteceu um dia depois da morte de um colono judeu, por palestinos, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.
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A mulher teria detonado a bomba dentro do escritório do posto de controle de Erez por volta das 6h (hora local), no momento em que vários palestinos eram revistados antes de serem admitidos a um complexo industrial próximo.
"Vidro e fumaça negra voaram pelos ares", afirmou um palestino à agência de notícias Reuters.
"Os árabes gritavam, os judeus gritavam, ninguém sabia o que estava acontecendo."
Uma outra testemunha disse que a cena era caótica.
"Ouvi soldados gritando. A explosão foi muito forte e vi uma das mulheres (do posto de controle) sangrando nas pernas."
Uma palestina que aguardava para cruzar a fronteira disse ter visto a mulher se comportando de maneira estranha e chegou a lhe oferecer ajuda, mas ela a dispensou pouco antes da explosão.
Erez é o principal ponto de entrada de milhares de palestinos em Israel.
O último atentado a bomba em Israel tinha sido em 25 de dezembro, quando quatro israelenses morreram e mais de 20 foram feridos por uma explosão nas proximidades de Tel Aviv.