O grupo militante palestino Hamas usou pela primeira vez uma mulher no ataque suicida desta quarta-feira na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
O atentado matou pelo menos quatro israelenses.
A mulher-bomba foi identificada como Reem Raiyshi, com cerca de 20 anos de idade e mãe de dois filhos.
Até agora, apenas grupos palestinos seculares tinham usado mulheres em ataques suicidas contra israelenses.
Israel condenou o ato terrorista e alertou que devem ocorrer mais restrições contra palestinos.
Tática
O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse à agência de notícias Reuters que o ataque inaugura uma nova tática de resistência contra Israel e que haverá uma escalada de violência.
Outras sete pessoas, entre elas dois palestinos, teriam ficado feridos na explosão, perto do posto de controle de Erez, segundo autoridades médicas israelenses.
O ataque foi o primeiro do tipo em quase três semanas e aconteceu um dia depois da morte de um colono judeu, por palestinos, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.
A mulher teria detonado a bomba dentro do escritório do posto de controle de Erez por volta das 6h00 (hora local), no momento em que vários palestinos eram revistados antes de serem admitidos a um complexo industrial próximo.
Caos
"Vidro e fumaça negra voaram pelos ares", afirmou um palestino à agência de notícias Reuters.
"Os árabes gritavam, os judeus gritavam, ninguém sabia o que estava acontecendo."
Uma outra testemunha disse que a cena era caótica.
"Ouvi soldados gritando. A explosão foi muito forte e vi uma das mulheres (do posto de controle) sangrando nas pernas."
Uma palestina que aguardava para cruzar a fronteira disse ter visto a mulher se comportando de maneira estranha e chegou a lhe oferecer ajuda, mas ela a dispensou pouco antes da explosão.
Erez é o principal ponto de entrada de milhares de palestinos em Israel.
O último atentado a bomba em Israel tinha sido em 25 de dezembro, quando quatro israelenses morreram e mais de 20 foram feridos por uma explosão nas proximidades de Tel Aviv.