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Convite de Israel ao diálogo 'não é sério', diz Síria

A Síria disse que um convite feito pelo presidente de Israel para que o seu presidente, Bashar al-Assad, visitasse Jerusalém para negociar a paz "não é uma iniciativa séria".

Suleiman Haddad, secretário do Comitê de Relações Internacionais do governo de Damasco, descreveu a proposta do país vizinho como "evasiva e problemática".

O presidente de Israel, Moshe Katsav, convidou o seu colega sírio ao diálogo.

"Eu convido o presidente Assad a vir a Jerusalém para negociar seriamente com os líderes de Israel as condições para um acordo de paz", disse Katsav.

Sharon

Mas o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que as negociações só poderão começar se a Síria "parar de apoiar o terrorismo".

O líder sírio é acusado por Israel de apoiar a ação de militantes palestinos e árabes que realizam atentados contra alvos israelenses.

No mês passado, Assad disse estar disposto a retomar negociações com Israel.

As últimas negociações entre os dois países aconteceram há quatro anos, mas foram interrompidas sem que se chegasse a um consenso.

Na ocasião, Israel e Síria discutiram o status das Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel durante a guerra de 1967 entre os dois países.

Desde 1967, por sinal, Israel e Síria se encontram tecnicamente em "estado de guerra".

Auxílio dos EUA

Recentemente, a Síria pediu aos Estados Unidos que ajudassem os dois países a retomar o processo de paz.

O premiê israelense disse a seu gabinete no dominigo que não havia necessidade de retomar as negociações com a Síria até haver sinais claros de que os sírios querem o diálogo.

Sharon disse acreditar que a Síria ainda ajuda membros do grupo ativista libanês Hezbollah, acusado de realizar ataques contra Israel.