O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, pediu a Estados Unidos, Europa, Rússia e às Nações Unidas que pressionem Israel para a suspensão da construção do controvertido muro na Cisjordânia que separa israelenses de palestinos.
Qurei lançou o apelo durante sua primeira visita a um trecho da barreira próximo à cidade palestina de Qalqiliya.
O chefe de governo palestino disse que a estrutura é racista e tem o objetivo de transformar a Cisjordânia em áreas isoladas e impedir que se forme um futuro Estado palestino.
Qurei afirmou ainda que os palestinos estão dispostos a chegar à paz com base em Estados separados para israelenses e palestinos.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro advertiu que os palestinos podem exigir um Estado conjunto – um Estado com maioria árabe que inclua Israel e os territórios palestinos – se Israel levar adiante ameaça de impôr sua vontade territorial na Cisjordânia.
Cerca de 3.600 hectares de terras aráveis estão sendo engolidas pela barreira em Qalqilya, disse Qurei.
Israel alega que a barreira é essencial para impedir atentados suicidas, mas os palestinos acreditam que se trata é de uma tentativa de tomar algumas das áreas mais férteis da Cisjordânia antes de transformar sua rota em uma fronteira.
Bomba
Um palestino morreu quando a bomba que ele carregava perto de um assentamento judaico nas proximidades da cidade de Nablus, na Cisjordânia, explodiu.
Fontes militares israelenses acreditam que se tratava de um potencial atentado a bomba suicida que deu errado.
Não houve feridos no incidente.
Soldados israelenses também mataram a tiros um jovem palestinos depois que foram apedrejados por uma multidão em um vilarejo perto de Nablus.
Segundo os soldados, o palestino segurava uma bomba caseira, mas testemunhas dizem que ele não estava envolvido em violência e apenas estudava num terraço quando foi baleado.