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Futuro é incerto para prisioneiros em Guantanamo

O grupo em defesa dos Direitos Humanos Human Rights Watch criticou o governo americano por continuar a manter prisioneiros sem acusações formais contra eles.

O grupo se refere aos 660 detentos que estão há dois anos na base militar de Guantanamo, em Cuba, após terem sido capturados durante a guerra no Afeganistão.

O Human Rights Watch diz que os presos não sabem quais crimes cometeram, nem se algum dia serão libertados.

Diante das acusações, o governo do presidente George W. Bush declarou que os detentos em Guantanamo são inimigos na guerra contra o terrorismo.

Convenção de Genebra

O governo americano alega que, até essa guerra acabar, pode continuar a mantê-los prisioneiros, sem os direitos legais internacionais normalmente concedidos segundo a Convenção de Genebra.

Os Estados Unidos dizem que os presos na base militar são integrantes do grupo extremista al-Qaeda.

Já os defensores dos direitos humanos dizem que alguns dos afegãos são provavelmente apenas civis e que, pelo menos três dos presos tem menos de quinze anos de idade.

A Suprema Corte dos Estados Unidos deve determinar, ainda este ano, se tribunais americanos têm o direito legal de julgar as apelações feitas pelos prisioneiros de Guantanamo, mesmo que eles sejam estrangeiros capturados no exterior e presos fora dos Estados Unidos.