Um líder estudantil exilado da China depois dos protestos da Praça da Paz Celestial, em 1989, fez um apelo para que o país permita o retorno dele e de outros à sua terra natal.
Wuer Kaixi deu as declarações ao chegar em Hong Kong, depois de conseguir permissão para participar do enterro da cantora chinesa Anita Mui, que conheceu o estudante quando apoiou os protestos pró-democracia de Pequim.
"Depois de 15 anos no exílio...eu digo a Pequim, eu digo ao presidente Hu Jintao, nos deixe voltar para casa!", disse Wuer.
Ele comemorou a decisão de Hong Kong de deixá-lo entrar em território chinês.
Segundo Wuer, há uma "clara distinção" entre as autoridades em Hong Kong e o governo chinês.
"Eu venho para parabenizar os democratas de Hong Kong e as pessoas que os apóiam", disse o ex-líder estudantil.
Exílio
Wuer foi para os Estados Unidos depois dos protestos da Praça da Paz Celestial.
Ele foi um dos líderes estudantis que participaram das negociações com o então primeiro-ministro chinês Li Peng, antes dos protestos serem reprimidos pelo Exército.
O número de mortos no dia 4 de junho de 1989, quando tanques invadiram a praça repleta de estudantes, continua a ser desconhecido, mas acredita-se que centenas, senão milhares de pessoas tenham sido mortas.
O dia ficou conhecido como o "massacre da Praça da Paz Celestial".
A cantora Anita Mui, muito conhecida na China, morreu de câncer no dia 30 de dezembro, aos 40 anos, e deve ser enterrada nesta segunda-feira.