Promotores alemães pediram a pena máxima ao suspeito de participar dos atentados de 11 de Setembro de 2001, apesar dele ter sido liberado em custódia no mês passado.
Abdelghani Mzoudei é acusado de auxiliar os sequestradores dos aviões e de pertencer a um grupo terrorista.
No mês passado, um juíz disse que Mzoudi deveria ser solto depois da descoberta de nova prova que poderia inocentá-lo.
Nesta quinta-feira, no entanto, promotores revelaram desconfiança sobre as novas evidências e afirmaram que ele merece a pena máxima, de 15 anos de prisão.
''Relatório errado''
A prova veio por meio de um informante anônimo dizendo que haviam apenas quatro pessoas em Hamburgo responsáveis pelo ataque, três pilotos e Ramzi Binalshibh, que está preso nos Estados Unidos.
A fonte não foi identificada, mas a corte disse acreditar ser Binalshibh.
O promotor-chefe da corte de Hamburgo, Walter Hemberger, disse que ''o relatório é simplesmente errado''.
''Eu e meus colegas estamos convencidos de que o acusado é culpado.''
Ele acrescentou que existem ''indicações suficientes para determinar o envolvimento dele''.
Mzoudi admitiu conhecer três dos sequestradores suicidas, incluindo o suposto líder, Mohammed Atta, e outros suspeitos, mas insiste que ele não sabia nada do plano.
O veredito deve sair no final do mês de janeiro.
Mzoudi é a segunda pessoa em todo o mundo a ser julgada pelos ataques. O marroquino Mounir Al-Motassedek foi preso na Alemanha em fevereiro de 2003 e sentenciado a 15 anos.