Forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque anunciaram planos para libertar 506 prisioneiros, os primeiros cem deles nesta quinta-feira.
O administrador americano no país, Paul Bremer, afirmou que esse é um gesto de boa vontade visando uma "reconciliação".
"Em um gesto que dá um ímpeto a todos os iraquianos que querem se reconciliar com seus compatriotas, a coalizão vai permitir que alguns deles voltem para suas casas e suas famílias", afirmou
As forças lideradas pelos americanos estão mantendo pelo menos 10 mil prisioneiros iraquianos.
Recompensa
Paul Bremer afirmou querer dar a alguns desses prisioneiros a chance de "começar do zero".
"Nenhuma pessoa diretamente envolvido na morte ou no preuízo físico de algum ser humano será libertado", disse Bremer.
Segundo o administrador americano, aqueles que ganharam a liberdade terão que se submeter a um "tutor" em suas comunidades – em geral líderes tribais ou religiosos – que aceitarão a responsabilidade pela conduta deles.
Bremer também anunciou que será dada uma recompensa de US$ 200 mil pela captura de nomes que ainda constam da lista de procurados pelos Estados Unidos.
Maus tratos
Nesta quarta-feira, um grupo cristão de defesa dos direitos humanos disse que as forças de coalizão estariam maltratando prisioneiros de guerra.
O Christian Peaceworker Teams acusou o governo provisório do Iraque de manter prisioneiros em celas superlotadas e sem condições básicas de higiene, além de fornecer poucas informações às famílias.
O grupo disse que a força é usada desnecessariamente em buscas nas casas dos iraquianos.
A ONG advertiu ainda que o ressentimento da população quanto à forma com que os prisioneiros são tratados está fomentando a violência contra as tropas lideradas pelos Estados Unidos.