O procurador britânico Michael Burgess abriu nesta terça-feira dois inquéritos sobre a morte da princesa Diana e do seu namorado, Dodi Al-Fayed.
Um dos inquéritos será realizado no condado de Surrey, e o outro, em Londres.
No entanto, as audiências devem ocorrer apenas no ano que vem.
O analista da BBC Peter Hunt, especializado nos assuntos sobre a família real da Grã-Bretanha, Peter Hunt, esclarece alguns pontos sobre o caso.
Por que os inquéritos foram abertos apenas seis anos depois do acidente que matou Diana e Al-Fayed em Paris?
Antes de começar seus trabalhos, o procurador Michael Burgess teve que acompanhar o processo realizado na França. Isso levou anos para ser feito.
Em dezembro, três fotógrafos foram inocentados em um tribunal em Paris da acusação de invasão de privacidade por terem fotografado a cena do acidente de carro que matou o casal.
Há cerca de 6 mil páginas de documentos a serem enviados da França para a análise de Burgess.
Onde as audiências serão feitas?
O inquérito da princesa Diana será realizado em Londres, enquanto que o de Al-Fayed será feito em Reigate, no condado de Surrey.
São dois inquéritos separados.
Quais são as questões a serem respondidas sobre as circunstâncias da morte do casal?
Os inquéritos, como qualquer outro feito na Inglaterra e no País de Gales, serão limitados aos fatos relacionados ao caso.
Eles irão se concentrar em quem eram as pessoas que morreram, quando e onde as mortes ocorreram e como as causas das mortes foram levantadas.
Mas Burgess não tem o poder de investigar a principal causa da morte, assim como "qualquer ato ou omissão que diretamente levaram à causa da morte".
O inquérito deve satisfazer o pai de Dodi, Mohamed Al-Fayed?
O porta-voz do empresário disse que, embora os últimos acontecimentos sejam animadores, Al-Fayed ainda quer um inquérito público.
Os inquéritos devem "reabrir velhas feridas" na família real?
Se os inquéritos discutirem apenas questões básicas – quem morreu, quando e onde –, é improvável que "velhas feridas" sejam reabertas.
Mas, obviamente, será uma ocasião dolorosa para os filhos de Diana, os príncipes William e Harry, e para o príncipe Charles.