A busca pelos corpos das 148 pessoas que estavam a bordo do avião da companhia egípcia Flash Airlines que caiu sobre o Mar Vermelho continuou durante a noite de sábado.
Uma frota de barcos egípcios trabalhando nas buscas, próximo ao balneário de Sharm El-Sheikh, será em breve reforçada por uma fragata da Marinha francesa.
O Boeing 737 desapareceu dos radares pouco depois de decolar de Sharm el-Sheikh e em seguida caiu no Mar Vermelho.
Estima-se que o avião deve estar a pelo menos mil metros abaixo do nível do mar.
O Egito afirma existirem fortes indícios de que a causa da queda foi uma falha técnica.
Acidente
Testemunhas viram o avião atingir a água intacto, segundo o ministro da Aviação Ahmed Shafiq.
Isso confirmaria que ele não teria explodido no ar por causa de uma bomba terrorista.
Oficiais anti-terror na França disseram que não pretendem conduzir uma investigação.
“Acreditamos fortemente que isso foi um acidente e nada indica o contrário”, declarou o ministro dos Transportes da França, Gilles de Robien.
Comoção
A França enviou um ministro para acompanhar a repatriação dos corpos encontrados.
Acredita-se que famílias inteiras morreram no acidente e várias crianças estariam entre as vítimas.
No total de 135 passageiros a bordo, 133 eram franceses, um marroquino e um japonês, além da tripulação egípcia de 13 pessoas.
Os tripulantes seriam substituídos em uma escala no Cairo, antes de o avião seguir para Paris.
“Eu estou pessoalmente devastado por essa tragédia e toda a nação está chocada por este dramático acidente”, declarou o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, enquanto visitava familiares das vítimas.
Turismo
Sharm El-Sheikh é uma destinação turística popular no Mar Vermelho, sediando tambem encontros políticos e económicos.
O avião tinha apenas dez anos, passava por serviços de manutenção regulares na Noruega e era conduzido por um piloto com mais de 5 mil horas de vôo.
Segundo o correspondente da BBC no Cairo, um atentado seria devastador para a indústria do turismo egípcia.
O turismo é a principal fonte de divisas do Egito, gerando US$ 4 bilhões por ano, o que equivale a 11% do PIB do país.