O especialista em segurança da BBC, Frank Gardner, obteve a informação de uma fonte não identificada de que os vôos da British Airways para Washington na quinta e na sexta-feiras não decolaram porque um suposto terrorista conhecido pelas autoridades americanas estaria na lista de passageiros nos dois dias.
Segundo a fonte, o suspeito teria a intenção de seqüestrar o avião e lançá-lo contra um alvo em Washington, mas acabou não aparecendo no aeroporto.
O vôo BA223, que faz a rota entre o aeroporto de Heathrow, em Londres, e a capital americana, foi cancelado por dois dias consecutivos.
Na noite de sexta-feira, a companhia anunciou o cancelamento de mais um vôo, que sairia neste sábado de Londres em direção à capital da Arábia Saudita, Riad.
A British Airways ainda está discutindo a hipótese de cancelar o vôo para Washington neste sábado, previsto para decolar às 15h05 (hora local, 13h05 em Brasília).
Plano
Enquanto isso, outra fonte disse à rede de televisão americana ABC que alguém fora dos Estados Unidos havia dado informações a autoridades americanas sobre um plano para seqüestrar o vôo BA223.
Autoridades de segurança americanas agora estão tentando descobrir a autenticidade dessas informações.
O diretor-assistente do FBI em Washington, Michael Mason, reconheceu que os vôos da British Airways foram cancelados como uma resposta a uma ameaça específica.
Insatisfeitos
A British Airways ofereceu aos passageiros soluções alternativas, mas muitos deles ficaram insatisfeitos.
"Estou irritado", afirmou o estudante Deepa Menon, de 28 anos, que mora em Washington.
O mesmo disse a pesquisadora alemã Svenja Steinfelder, de 29 anos. "Agora estou muito nervosa para voar", confessou.
Na quarta-feira, um avião da empresa vindo da capital britânica foi escoltado por caças e depois mantido por mais de três horas na pista do aeroporto de Washington, enquanto agentes americanos interrogavam alguns passageiros.
Recomendação
Tanto as decisão de cancelar o vôo para Riad quanto os vôos para Washington teria sido tomada pela British Airways depois de a empresa ter recebido uma recomendação do governo britânico.
Por sua vez, as autoridades de Grã-Bretanha teriam agido, pelo menos no caso dos vôos para Washington, depois de receberem informações de inteligência americanas.
Mas na noite de sexta-feira, o ministro do Interior britânico, David Blunkett, conversou com o secretário de Segurança Nacional americano, Tom Ridge, para discutir maneiras de diminuir o incômodo aos passageiros nos vôos entre os dois países.
Aeroméxico
Uma outra empresa aérea, a Aeroméxico, confirmou nesta quinta-feira por meio de um comunicado que dois de seus vôos que seguiam da Cidade do México para Los Angeles tiveram que ser cancelados por questões de segurança.
O cancelamento afetou os vôos AM 490 de 31 de dezembro e primeiro de janeiro.
Anteriormente, no dia 28 de dezembro, um outro vôo da empresa entre a capital mexicana e Los Angeles teve que voltar ao aeroporto de origem 40 minutos depois de decolar, informou a agência de notícias Associated Press.
A decisão foi tomada pelo temor de que alguns dos passageiros a bordo não tivessem passado pelas vistorias de segurança apropriadas.
"As condições atuais nos obrigam a tratar o tema da segurança como nossa preocupação mais importante", disse o comunicado da Aeroméxico.